Amarração de cargas: 5 dicas de segurança do transporte

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Resolução 552 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), que entrou em vigor em janeiro de 2017, tem como objetivo regulamentar a amarração de cargas no Brasil. A ideia é tornar o transporte rodoviário mais seguro, evitando a movimentação das cargas em situações como curvas, frenagens e manobras — o que pode gerar danos nos itens, tombamento e até mesmo graves acidentes.

No artigo de hoje, vamos oferecer algumas dicas de como fazer a amarração corretamente, apresentando quais pontos devem ser levados em consideração e indicando os procedimentos corretos. Quer saber mais sobre o assunto? Então continue conosco e confira agora mesmo!

1. Não utilize cordas para amarrar as cargas

Essa é uma das principais alterações promovidas com a adoção da norma, que determina quais acessórios são permitidos para realizar a amarração de cargas, que são: cinta de amarração, cabo de aço ou corrente.

A norma demanda que a resistência desses materiais deve ser de, no mínimo, duas vezes o peso da caga transportada. Além disso, outros itens, como redes, malhas, trilhos, contenção, bloqueadores, separadores, protetores e mantas de atrito podem ser usados como acessórios adicionais para garantir a segurança.

Além disso, esses itens só podem ser passados externamente quando os itens transportados ocuparem todo o espaço interno da carroceria.

O objetivo é tornar os veículos de cargas mais seguros, visto que as cordas podem sofrer com a ação do tempo (chuva, vento e sol) e se romper durante um transporte, o que as torna inadequadas para a amarração de cargas. Por essa razão, elas só podem ser usadas na amarração de lona.

2. Não faça a amarração diretamente nas travessas de madeira

A resolução também proíbe que a amarração de carga seja feita diretamente na madeira da carroceria, principalmente no caso de veículos mais velhos, já que a travessa pode não oferecer a força necessária para suportar o peso da carga. Com isso, passou a ser obrigatório o uso de ganchos que ficam fixados no chassi.

3. Conheça os tipos de amarração de cargas existentes

Um bom sistema de amarração de cargas deve garantir que os itens estejam seguros, evitando o risco de serem arremessados do veículo ou o de ocorrer qualquer movimento que gere alteração na distribuição de peso ao longo do veículo — afetando a estabilidade e aumentando as chances de ocorrer um acidente, principalmente em curvas.

As boas práticas indicam que a carga deve ser ancorada no caminhão e que isso permita suportar determinadas forças em condições normais de velocidade. São elas:

  • para frente: 80% a 100% do peso do carregamento;
  • para a traseira e laterais: 50% do peso do carregamento;
  • para cima: 20% do peso.

Além disso, existem alguns tipos de amarração de cargas que têm formas distintas de serem feitas e atendem a funcionalidades diferentes. Conheça as opções nos tópicos a seguir:

Fixação envolvente (ou tie-down)

A carga é forçada contra o piso do caminhão, aumentando a capacidade restritiva por meio do atrito entre as superfícies.

Fixação direta em contentores específicos

É feita de forma que ajuda a reter a carga na estrutura do veículo, como tanque e basculante.

Fixação direta por meio de bloqueadores

São usados bloqueadores existentes na carroceria do caminhão. Isso envolve os painéis dianteiro e traseiro e as grades laterais.

Fixação direta por meio de dispositivos de fixação

A amarração da carga é feita na estrutura do veículo, ou da carroceria, por meio de acessórios como cabos de aço, correntes, cintas de nylon e locks de contêiner.

Outro ponto que vale a pena ressaltar é que a modificação na amarração de cargas também pode ajudar a inibir casos em que os caminhões trafegam com excesso de mercadorias, o que também gera o risco de avarias nos itens e a possibilidade de perda ou até mesmo o tombamento da carga ou do veículo.

4. Adapte os veículos para atender à norma

Ficou definido pela norma que todos os veículos que são fabricados a partir do dia 1º de janeiro de 2017 já devem obedecer à resolução. Já os que foram produzidos antes dessa data, e já estão circulando, também precisam se adaptar, mas têm até o dia 1º de janeiro de 2018 para fazer as adequações.

Dessa forma, as carrocerias que forem fabricadas em madeira devem ser constituídas de material com alta densidade e, consequentemente, maior resistência. Elas já devem conter fixadores metálicos resistentes à força necessária para suportar a carga.

No caso das carrocerias tipo prancha — muito usadas no transporte de máquinas e equipamentos ou qualquer outra carga indivisível — deve haver, pelo menos, quatro pontos para realizar a amarração. O material usado para esse processo deve ser cabo de aço, cinta de tecido ou corrente. Em alguns casos, pode ser necessário o uso combinado desses dispositivos.

5. Conte com a ajuda de empresas especializadas no assunto

Como a adequação se faz necessária e os prazos já está acabando, os caminhoneiros e as empresas que fazem a gestão de frota própria precisam agilizar as adaptações e garantir que os veículos estejam dentro da norma.

Isso significa que é o momento ideal para entrar em contato com fornecedores — de ganchos, cintas, fitas e outros dispositivos específicos para esse fim — e providenciar a adaptação dos caminhões.

Pode ser que ainda haja muitas dúvidas a respeito do transporte de cargas, principalmente a respeito sobre qual material é o mais adequado para determinado tipo de carga, por exemplo. Nesses casos, vale a pena contar com a ajuda desses fornecedores para entender melhor o funcionamento e a destinação do uso de cada acessório.

Apesar de alguns profissionais da área se mostrarem resistentes em relação à alteração na forma como a amarração de carga deve ser feita, de maneira geral, pode-se afirmar que essas adequações não trarão prejuízos para as operações. O objetivo é garantir que as mercadorias sejam transportadas em condições ideais, ao mesmo tempo em que se aumenta a segurança do transporte.



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